Em 21 de Setembro do ano passado,

Em Setembro do ano passado, a Microsoft anunciou que havia adquirido a Bethesda por $7.5 bilhões de dólares, porém a compra ainda precisava da aprovação de certas entidades, como a Comissão Européia, para ser efetivada. Esta aprovação foi anunciada há alguns dias, oficializando a aquisição. Mas o que isso significa pra nós?

A verdade é que… Não muito. Por agora, o chefe da divisão do Xbox, Phil Spencer, confirmou que vão seguir suportando os jogos já lançados para o PlayStation 4, como The Elder Scrolls Online, Doom Eternal e Fallout 76; além disso, ele garantiu que honrará os contratos de exclusividade de jogos que haviam sido anunciados para o PlayStation 5, como Deathloop e GhostWire: Tokyo. Entretanto, o chefão afirma que futuros jogos da companhia devem permanecer exclusivos às plataformas da Microsoft, ou nas palavras dele, “plataformas que suportem o Game Pass”.

Isso sugere que, num futuro próximo, Doom será exclusivo de Xbox e do PC, a menos que a Sony decida liberar jogos do Game Pass no PlayStation, por exemplo. Se por um lado isso são péssimas notícias para os jogadores de PlayStation, por outro há indícios de que o investimento na série daqui pra frente ocorrerá como nunca antes. O próprio Phil Spencer já falou em usar a tecnologia do Doom em outros jogos da plataforma, como Gears of War e Halo. Aliás, acredito que o Halo mesmo faria um bom uso da idTech em títulos futuros, dado o atual estado da série.

Halo Infinite: Craig, el Brute del meme, es "la mascota de Xbox", según  Phil Spencer - MeriStation

Aliás, vale aproveitarmos esse momento para lembrar da grande ironia que é essa história toda. Lá em 1995, o próprio Bill Gates cogitou comprar a idSoftware, ao ver que o Doom estava presente em mais máquinas que o seu tão propagandeado Windows 95 – e sem a idSoftware gastar um tostão sequer em marketing. Sem poder comprar a empresa, a Microsoft então contatou a idSoftware para portar o Doom para o Windows. Para o jogo funcionar dentro do sistema operacional, foi necessária a criação de uma API que permitisse que um software ganhasse acesso direto e irrestrito ao hardware (como no DOS). Essa API foi o DirectX, que acabou colocando o Windows no mapa dos gamers e, anos depois, viria a originar o próprio console Xbox. Se alguém me avisasse naquela época que a Microsoft no futuro seria dona do Marathon e do Doom, eu realmente não acreditaria.

Bill Gates With a Shotgun Promoting Windows 95 Gaming in Doom [Video]

Enfim, hoje entraram no Game Pass quase todos os jogos da série, além de games de outras séries que você já deveria ter jogado como Wolfenstein, The Evil Within e Dishonored. Segue a lista completa, de acordo com a IGN:

  • Dishonored Ultimate Edition
  • Dishonored 2
  • The Ultimate Doom
  • Doom 2
  • Doom 64
  • Doom 3 BFG Edition
  • Doom Eternal
  • Fallout New Vegas (apenas no console Xbox)
  • Fallout 4
  • Fallout 76
  • Prey (aquele que é tipo um Bioshock piorado, não o título excelente de 2006)
  • Rage 2
  • The Elder Scrolls 3: Morrowind
  • The Elder Scrolls 4: Oblivion
  • The Elder Scrolls 5: Skyrim
  • The Elder Scrolls Online
  • The Evil Within
  • Wolfenstein: The New Order
  • Wolfenstein: The Old Blood
  • Wolfenstein: Youngblood

Há algumas omissões estranhas nessa lista, como o excelente Doom 2016 e o não tão excelente Wolfenstein II: The New Colossus. O convite do primeiro Rage também parece ter se perdido no correio. Outra nota interessante é que, nos consoles, as versões de Doom, Doom II e Doom 3 BFG que foram disponibilizadas são as desta geração, mesmo com estes jogos tendo sido lançados para o Xbox 360. De resto, se você já assina o serviço e ainda está vivendo com a vergonha de não ter jogado The Evil Within, essa é a sua chance. Também vale conferir essa última versão de Doom aí que roda na Unity e já vem com os Master Levels, Final Doom, No Rest for the Living, Sigil, e alguns mods selecionados como Doom Zero.

Pois é, pessoal. 2020 é um ano estranho.

Como quem viveu sabe, a comunidade foi meio que um fracasso na época. Se por um lado nós conseguimos criar uma cena brasielra de modding de Doom grande o suficiente pra ser reconhecida no exterior, por outro a imaturidade dos membros estava lentamente ruindo a base dessa comunidade. E não havia muito que pudesse ser feito quanto a isso; afinal a maior parte dos membros ainda estava na adolescência ou ingressando na vida adulta – eu mesmo tinha uns 17 anos na época.

Depois de tomarmos a decisão de encerrar a comunidade em 2011, boa parte dos membros do fórum manteve contato através das redes sociais e, com o passar do tempo, contatos foram se reestabelecendo, desculpas foram pedidas e aceitas, e chegamos num ponto em que basicamente a comunidade se reestabeleceu por fora do fórum.

Os últimos anos também trouxeram (FINALMENTE) novas entradas na série. Depois do divisivo Doom 3 em 2004, o próximo game só chegou em 2016 com… “Doom”…? É, eles tiraram o 4 do título, mas a gente sabe. Todo mundo sabe. Enfim, Doom 2016 ajudou a reacender o interesse do grande público pela franquia, que voltou aos frontes da cultura pop depois de quase três décadas.

Doom 2016 também reavivou o interesse de parte da comunidade que, potencializado pelo mais recente (e excelente) Doom Eternal, culminou no retorno do fórum. O plano agora é, na realidade, o mesmo de 2005 quando criamos o fórum pela primeira vez: crescer a comunidade, fortalecer uma cena nacional, compartilhar conhecimento e fazer amizades.

Estamos trabalhando duro pra criar conteúdo de qualidade que não temos hoje nem na cena internacional, como documentação, tutoriais, etc. O intuito é facilitar a vida de quem quer começar a criar mods pra Doom, e ajudar quem já faz e tá sofrendo caçando informação nos fóruns internacionais, ou mesmo quem abandonou na época e quer voltar ao bom e velho Doom Builder.

A gente se vê nos fóruns.

Tim Willits, diretor de criação da id Software, revelou mais informações sobre as ferramentas de modding para PC que serão incluídos no Rage, o primeiro jogo a empresa em desenvolvido desde 2004, depois de Doom 3. (mais…)

Andrew Apted anunciou o lançamento do EDGE 1.35. O changelog está aqui.

Este lançamento também marca o início do fim do projeto EDGE.
Como o Andrew é o único desenvolvedor ativo e ele mencionou que está se retirando do projeto, isso também (infelizmente) significa o fim do EDGE. 🙁

Então pegue o EDGE 1.35 e jogue um bastante em memória deste espetacular port !!!!

Download: EDGE 1.35

Foi decidido em comum acordo entre o fundador (Logan MTM) e os administradores (DUO e Drak[X]) da BrDOOM, o encerramento das atividades da comunidade.

Os motivos que levaram a tomada dessa decisão são os mais diversos, mas já adianto que um dos motivos são as constantes brigas e desavenças entres os membros, além da falta de respeito entre membros. (mais…)

As empresas Dark Horse Comics e Bethesda estão, segundo a GameTrailers, se unindo para fazer o lançamento do jogo Rage em quadrinhos. Infelizmente a autoria dos desenhos não será dos estimados criadores dos quadrinhos sobre Doom, mas sim por outras pessoas.

A história será escrita por Arvid Nelson e os desenhos serão feitos por Andrea Mutti. Será que vai chegar às alturas do épico dos quadrinhos Doom? Só o tempo dirá. Enfim, se você seguir o link até o site da GameTrailers poderá ler mais algumas informações sobre a revista e seus autores, bem como poderá ver uma foto da capa.